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 A Estrela Cadente

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Mateus
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MensagemAssunto: A Estrela Cadente   Dom Nov 15, 2015 11:52 pm

Com os acontecimentos envolvendo os Maltaron e Elendor em Wushanko e Arquipélago Sagrado, as medidas de Mairon pareciam justas. Sorondil havia sido morto juntamente à sua filha de forma cruel e bárbara, segundo diziam, a soberania de Elendor e dos Maltaron estava altamente ameaçada. Ações precisavam ser tomadas, e foi o que o Tar-Mairon do Reino da Estrela fez.
Ele fez, mas era a mente do pai que o guiava. Sem ela, parecia um tolo sem direção, transformando amigos em inimigos e aliados em desafetos. A Liga havia sido reunida às pressas em Crandor para cobrar ações de Taurendor e Kandarin contra Wushanko, talvez a única ação sábia do momento... Pois a punição dos Graceford injustamente e a cobrança do pagamento pela soltura do Sumo-Sacerdote Gregório indo aos Laennish em nada agradara o Lorde Laennish.
Um grande exército é reunido entre Kandarin e Elendor, partindo com a frota Laennish para Sarim, onde as tropas da Liga se reuniriam.

Enquanto isso, o jovem Lorde Graceford cruzava o Salve com seu exército mercenário contratado em Porto Phasmatys. A notícia o haviam deixado irado e com razão, afinal, não tinha nenhuma culpa pelo que o pai havia feito. A retirada dos direitos dos Graceford enquanto nobreza o irritavam, mas mais ainda a destruição de seu milenar forte. Na própria Al-Kharid, ele reúne mais mercenários de uma companhia kharidiana, os Escorpiões Venenosos, famosos por suas lâminas envenenadas e crueldade.
Apesar de irado, Clatton havia herdado a inteligência dos Graceford. Não agiria antes que seus amigos o fizessem e ele tivesse certeza de que poderia o fazer.

O "momento certo" começava a ser construído quando os sinais da Silvarea são acesos. Uma horda zamorakiana vinha na direção da cidade, pelo norte e pelo Salve, atacando suas muralhas e sua fraca guarnição. De fato, a cidade era tomada de assalto tão rapidamente quanto esperado. Os zamorakianos não encontram dificuldades em dizimar as fracas tropas ali presentes, mas sabiam que de nada adiantaria tentar apagar os sinais agora.
O Graceford ao sul sabia que mesmo assim aquele não era o momento certo.
A crueldade foi o que se seguiu em Silvarea. Os zamorakianos mataram, estupraram e roubaram. As ruas se tornaram vermelhas de sangue inocente, tal como o Salve... A parte superior do Paterdomus queimara com todos os homens santos dentro, e o povo pagou por sua fé.
Os reforços elendorianos começam a marchar. As principais cidades enviam seus soldados para ajudar na linha de defesa contra as forças da Moritânia. Ajuda parte do Monastério, de Fronteiriça, de Varrock, Lumbridge, Draynor e Faladore. O ataque seria reprimido com força total, para enviar aquelas criaturas nojentas de volta às terras amaldiçoadas do leste e possivelmente invadi-las para acabar de uma vez por todas com a ameaça.
Misthalin ficava desprotegida.

Partindo de Al-Kharid, Clatton leva consigo todos os mercenários que havia contratado, além de reforços cedidos por Ali Morrisane, que em muito via benefício naquela ação. O Pretor Virtus inicialmente se coloca contra aquilo, por ver o risco que seria ao deserto... Mas não o Imperador, que ordena a não-intervenção do governo kharidiano naquele assunto, pelo menos por agora.
O resultado era o esperado pelo jovem Graceford. Campos queimados, aldeias saqueadas e destruídas, mulheres violadas... Um a um, os feudos de Misthalin caíam perante à selvageria mercenária e de seu líder sedento por sangue. Primeiro os feudos, em seguida as vilas, depois as cidades. Lumbridge e Draynor são saqueadas, mas o Graceford não tem tempo de marchar para Varrock antes que seu avanço selvagem fosse interceptado e reforços fossem chamados de Sarim.

Em Silvarea, a batalha continuava. Os reforços de Varrock, Lumbridge e Draynor haviam chegado, só para serem dispersos ou dizimados junto aos portões da cidade, pois algo inesperado ocorria. Por ordem do Imperador, o Pretor é enviado para ajudar na batalha do norte. Montado em Balerion, Virtus leva consigo seus demônios estripadores habilmente pelas sombras. A antiga mansão no local onde o asilo de Senntisten se encontrava ainda era familiar ao zarosiano, que faz questão de ir até lá e trazer à superfície a maior arma possível: Senecianus.
Apesar do louco demônio chthoniano também atacar as tropas zamorakianas, os portões eram destruídos pelo próprio e sua presença, devorando as tropas saradoministas ainda vivas e transformando homens em pedaços, inspira ao caos entre as linhas. Os cavaleiros das sombras, demônios estripadores e Balerion ainda contribuíam para a quebra do exército saradoministas. 
Os reforços da Cidade Branca e da Santa Inquisição chegam cerca de dois dias depois, mas já era tarde. Os zamorakianos, ciente do quanto haviam estado enfraquecidos pelas perdas enormes contra os soldados de Misthalin, já haviam cruzado o Salve e deixado para trás uma cidade manchada de sangue e com pouco mais vivo do que animais e pessoas feridas.

Os reforços de Sarim perseguiam as tropas Graceford pelo sul, enquanto isso, mas Clatton havia sido esperto. Divididos em diversas partes, escondidos em castelos destruídos e bosques, os soldados mantinham uma tática de guerrilha, atacando ocasionalmente quem passava pelas estradas, mas se mantendo escondidos. Os soldados asgarnianos que haviam seguido para a Silvarea se viram para o sul, em busca de sangue e vingança pelos que haviam sido passados na espada cruelmente... Só para verem que os sinais voltavam a se acender, dessa vez com mais urgência, ao norte. Forinthry estava sob ataque.

Dessa vez, o inimigo era mais do que zamorakianos saqueadores ou mercenários sob o comando de um jovem lorde vingativo. O inimigo era o verdadeiro inimigo que havia estado escondido durante todo esse tempo, esperando seu momento certo. Zephiel, ou Fenrir Velaryon, vinha no comando das tropas de Frum Nauk-Alm, num movimento que devastava Forinthry. Dezenas de milhares de criaturas sob o comando de seu cruel comandante matavam, saqueavam e estupravam. Nenhuma força parecia capaz de parar aquele exército, e todas as que tentavam caíam como folhas no outono em seu caminho. O rastro de sangue descia cada vez mais ao sul, enquanto Forinthry se encontrava devastada mais uma vez.
Nas planícies rochosas ao oeste, os postos saradoministas de vigilância, agora abandonadas pelos soldados que haviam ido tentar proteger Forinthry, são invadidos e tomados pelos fremenniks das montanhas.

Os mensageiros iam para todos os lados. Corvos e pessoas encarregadas levavam as cartas a grandes e pequenos lordes, reis e imperadores. “Fenrir Velaryon é o único verdadeiro Imperador de Guilenor. Apoie sua causa ou terá um fim memorável.” A mensagem era curta e direta. Surpreendemente, era igualmente efetiva. Num só golpe, um império começava a se formar, com a adesão de Taurendor, Kharid, Tirannwn, Kandarin, Confederação Fremennik e Wushanko.

A mensagem também chega ao Tar-Mairon. Os Maltaron começavam a se refugiar como podiam, grande parte fugindo para sua sede em Faladore, enquanto outros iam para a segurança das muralhas de Porto Sarim. As tropas próprias da Casa Maltaron também seguem para o porto, onde poderiam ter uma fuga caso necessário.

Outros territórios de Elendor e da Liga Saradominista caíam em meio ao caos que se seguia naquela semana. A guerra havia chegado para ficar, ao que parecia, pois já haviam dias de caos instaurado. Quem podia, se defendia atrás das muralhas das grandes cidades e castelos. Outros buscavam abrigo em cavernas ou outros pontos naturais. A tropa mortal de Frum Nauk-alm destrói por completo o Monastério e suas terras, saqueia e barbariza Fronteiriça e outras províncias no caminho de Faladore. Com a necessidade, as tropas que antes perseguiam os Graceford agora se viravam contra aquele exército da morte, seguindo para abrir combate contra ele. Tendo a chance, Clatton vira suas atenções para Varrock, após reunir suas tropas novamente.
A mais sangrenta batalha da história de Guilenor após a Guerra dos Deuses se segue no campo entre o Monastério e Faladore. Além dos homens de Asgarnia, aliados imcando vieram em auxílio. Muitas perdas para ambos os lados, mas no fim, a força brutal das criaturas de Frum Nauk-Alm se prova eficaz, principalmente devido aos reforços que recebiam. Senecianus, He Bo (montado por Vendrian Kane, o louco), os três dragões kharidianos e a Fera Corpórea eram só alguns dos nomes presentes nessa sangrenta batalha. No final, o exército de Frum Nauk-Alm ainda podia se gabar de possuir centenas de milhares, enquanto o de inimigos, nada.
A marcha se vira para a Cidade Branca, desprotegida por exceção de suas milícias e da Fé Militante. O mesmo acontecia em Varrock, mas o apoio inesperado de vampiros sob o comando de Valentina Jovkai, Holstein Graceford e Vanéscula Drakan provavam que de pouco adiantara as espadas nas mãos daqueles homens.
Em Faladore, as coisas ficavam cada vez piores. Num cerco curto, de apenas dois dias, a cidade começava a ruir. Muralhas podiam ser altas, mas não eram capazes de parar o que voava.
Os portões da cidade eram atacados com voracidade pelas mais diversas criaturas, enquanto pelo céu, fogo chegava dos três dragões do Pretor e do protodragão Kane. Os soldados da Fé Militante lutavam bravamente até o fim, mas o fim não chegava tão lentamente para eles contra as flechas e armas lançadas pela onda de milhares que assolava Asgarnia. As tropas de Burthorpe e Taverley, que haviam sido convocadas na defesa da capital, são derrotadas nos portões de Taverley antes que pudessem ser um problema para os invasores. Quando a cidade é tomada de assalto, o mesmo que acontecera em Forinthry se segue. O caos generalizado leva à morte milhares, fere ainda mais e faz da cidade branca um rio vermelho. A sede da Casa Maltaron e o Castelo de Faladore eram as últimas resistências. Com seus portões fechados e suas muralhas altas, abrigavam muitos civis... Mas, novamente, se provavam inúteis contra o que voa. O grande dragão negro, Balerion (que passa a ser conhecido como Terror Negro após isso), transforma a sede da Casa Maltaron num enorme forno. Sobrevoando e soltando fogo contra o local, faz tudo o que era inflamável dentro e fora do castelo se tornar uma arma contra os que ali estavam, e a própria pedra derrete perante ao fogo mortal do dragão. Virtus só sai dali quando o castelo havia se tornado uma ruína do esplendor passado, sendo um monte de pedra retorcida e chamuscada. Os outros dragões haviam cuidado do Castelo de Faladore, não tendo tanta dedicação quanto o que era comandado pelo Pretor, de qualquer forma.
Com o coração de Asgarnia tomado, só um centro de resistência sobrava: Sarim. O único problema era o fato de que as tropas de Frum Nauk-Alm não queriam deixar para trás sua diversão: Matar, torturar e violar. Em Faladore os invasores ficam por dias.
Ficar acabava por se provar algo não tão ruim, de qualquer forma. Fenrir Velaryon consegue encontrar Tar-Mairon entre os sobreviventes, fazendo questão de cumprir sua professia ao transpassá-lo pela espada.

Porto Sarim resistia. Com as tropas dos Maltaron reunidas na defesa da cidade, ainda havia uma boa chance de se defender. Barcos comuns eram preparados para que os Maltaron remanescentes pudessem fugir. Nesse momento, as centenas de navios da Frota Laennish chega à Baía de Sarim.
Reunido com seu conselho na Sala do Trono, o Tar-Mairon (ou um de seus sósias, ninguém sabe ao certo), esperava aflito pela chance de fugir quando as notícias da chegada da Frota Laennish e dos exércitos de Kandarin e Taurendor chegam a seus ouvidos. Um misto e alívio e preocupação chegam junto, pois seu conselho estava dividido entre os que apoiavam o acolhimento dos aliados em Porto Sarim e os que não confiavam o suficiente para deixá-los entrar. O impasse era permanente, até que a irmã, Indis, falasse a favor dos Laennish, influenciada por seu marido. Sterlan havia vindo junto com a esposa e a filha para encontrar refúgio e um lugar seguro, tendo declarado-se abertamente contra as ações dos Graceford em Misthalin. O conselho continuava no impasse, mas a palavra da irmã pesava na consciência de Mairon. Após todos serem mandados embora, ele fica em sua sala, sozinho, até finalmente tomar uma decisão.

Sterlan já havia habilmente garantido sua segurança, da filha e da esposa. Para a surpresa da mesma, a retira do castelo por uma das passagens que davam para a Baía de Sarim. Na praia, um bote já os esperava, e os remadores os levam até o Punho de Lorde Annatar. Indis é levada para uma das cabines antes que pudesse ver o que estava realmente ocorrendo: A saída da baía estava fechada pelas centenas de caravelas Laennish e os demais navios tomavam as águas e desembarcavam soldados nas margens.

Quando as tropas chegam às muralhas de Porto Sarim, são recebidas pela guarnição. Os portões são abertos, e o que se segue é a loucura. Os mercenários e soldados trazidos se viram contra a guarnição, à mando de Jasey Laennish, e o Saque de Porto Sarim ocorre. O castelo é invadido e os Maltaron presentes que não haviam fugido de alguma forma são passados na espada. O rei é morto pessoalmente pelo infame cavaleiro.

O Reino de Elendor encontra seu triste fim com o saque e a morte de seu rei (duas vezes), assim como boa parte dos Maltaron identificados. A enorme linhagem não é dada como extinta, porém – no porto devastado de Sarim, Sterlan e Indis desembarcam. A princesa não contém as lágrimas e as palavras de ódio pelo que havia ocorrido, pois os parentes do marido haviam sido os responsáveis pela morte de muitos dos seus. Mas, ao mesmo tempo, ele havia demonstrado que se importava com ela ao levá-la junto de si. Afinal, se fosse o interesse pela coroa que o movesse, ele só precisaria levar a filha.
O Laennish segue com a Maltaron para o castelo, onde encontram a sala do trono pintada de sangue por todo o lado. Mas a coroa do irmão pertencia agora a ela, embora agora Elendor não existisse mais.

Em Varrock, Clatton Graceford é declarado Rei de Misthalin, restaurando a dinastia Graceford no poder e separando novamente os reinos. Nenhum desafio poderia ser maior do que esse, de qualquer forma, pois os problemas causados pela tomada repentina do poder em quase duas semanas ainda estavam por todo lado. Sendo compelido a aceitar se dobrar pelos que haviam lhe colocado no trono, Clatton declara seu apoio ao Imperador Fenrir, assim como haviam feito os que deixaram de lado os títulos de imperador para tornarem-se novamente reis e se subordinarem ao que tinha feito de Faladore um rio de sangue.

Indis e Sterlan também são obrigados a fazê-lo, estando cercados pelas tropas do Eixo Imperial, como haviam se denominado os conspiradores.

Um império estava feito no nome, mas ainda restava saber como seria aplicado na prática. Com o restante dos territórios da Liga tomados ou cercados, como a Ilha das Almas pelos elfos, Crandor pela frota do Eixo e Entrana em cerco até a rendição, só dois líderes não haviam se posicionado. O Rei Imcando se trancara em sua montanha e o Rei Rothris se mantinha neutro, embora armadyleanos chegassem tardiamente aos campos de batalha e ajudassem os feridos. O Rei Veldaban, temendo pelo pior, acaba por seguir os conselho de Kamen e se declara fiel ao imperador, como o restante do mundo havia feito.

De Wushanko, com a oportunidade em mãos, Trevyr escreve uma carta a todos os reis e ao único verdadeiro imperador relatando sua versão dos fatos de Harmonia. Nesta, ele dizia que o Rei Renek havia sido morto envenenado por ordem do Primeiro-Ministro Sorondil ao recusar assinar o acordo proposto por ele. Com isso, havia ordenado a invasão da ilha por suas tropas que a haviam vindo e fizera questão de matar todos os envolvidos na conspiração do assassinato. Solicitava nesta o perdão imperial em troca de sua lealdade, assim como desejava não entrar em contenda com nenhum dos outros líderes.


"Um dia, um dia,
O lobo dizia,
A estrela brilha,
E agora jazia,
Negra e ensanguentada,
Morta e estirada,
O Lobo a matara.
A lâmina brilhava,
Quando o sangue tocava,
E o Rei gemia,
Mas nada dizia,
A Estrela caíra
Nas Garras do Lobo."

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